Música é ...
aquela melodia que me recorda a ida a São Pedro,
que me faz sorrir ao sentir a emoção da conquista, da vitória, do objectivo traçado e cumprido.
Música é...
aquela mesma melodia, ser noite e mar, e sal, e luz, e farol,
e ser dia, sol, calor, garra, grito, alegria e abraço!
Música é...
a poesia que escrevemos, na noite em que partimos,
no dia em que chegamos,
ou simplesmente no momento que sonhamos
e esperamos um dia viver.
Música é...
chegar a casa, é cheiro a maça-canela, ao teu cabelo,
é odor a maresia, sabor a morangos e a beijos quentes, sedentos, apaixoandos!
Música é...
não saber cantar e cantarolar uma e outra vez,
na dança das palavras, no ritmo dos corpos, no silêncio meigo das estrelas!
terça-feira, setembro 21, 2010
segunda-feira, setembro 13, 2010
Apontamento
E penso que é hoje, no primeiro dia do novo ano lectivo (2010/11), o dia em que vos volto a escrever, deste local escolhido, do meu novo espaço!
É verdade que sabe bem estar aqui, que me sinto verdadeiramente em casa, que estimo o lugar como se sempre fosse meu, como se estimam as coisas que são muito nossas. Uma estima inconsciente mas forte, mais do que epidérmica, de alma e coração.
Gosto de poder escrever daqui.
Beijos
É verdade que sabe bem estar aqui, que me sinto verdadeiramente em casa, que estimo o lugar como se sempre fosse meu, como se estimam as coisas que são muito nossas. Uma estima inconsciente mas forte, mais do que epidérmica, de alma e coração.
Gosto de poder escrever daqui.
Beijos
domingo, agosto 29, 2010
Cá se vai andando...
Volvida uma semana, cá estou eu de novo.
Sinto-me um pouco cansada, mas estou bem, não fosse a dor de garganta persistente à qual ataco com umas porcarias que parece que não estão a fazer efeito.
Hoje estou sem pachorra para escrever muito. Volto depois.
domingo, agosto 22, 2010
Letters to Juliet
_foto do google_
Gostei!
Há filmes que nos fazem acreditar nos sonhos.
Há dias que se moldam à tela do cinema.
sábado, agosto 14, 2010
Luto pelos sonhos
Há dias falou-se em chuva de estrelas, entre dois dias deste Agosto quente. Não me dei conta, só vi a notícia depois.Ficou-me na memória a estrela cadente que vi, o que senti por ser um momento especial que ganhava o título com a prova que, até merecia, depois de tudo, uma bonita estrela cadente.
Em alguns (tantos) anos de existência só vi uma única estrela cadente.
E lembro-me das horas que antecederam esse vislumbre luminoso, do brilho, da intensidade... lembro-me das palavras que tinha proferido e escutado atentamente antes de ver o céu, em início de noite primaveril, brindar-me com esse presente. Lembro-me de ter de pedir um sonho, porque assim tantas vezes me diziam e assim nunca tinha feito, apenas idealizado. E sorri, sorriso rasgado ao ver o breve instante de beleza e quis pedir um desejo, grande e importante, pelo qual luto e tento vivencia-lo todos os dias um pouco.
quinta-feira, agosto 12, 2010
Parar - preciso urgentemente
Está "jogado" o jogo a que nos obrigam. Está submetida a candidatura. Está o destino nas mãos de Deus.
E agora não quero pensar, não posso. Vou tentar debruçar-me sobre outras assuntos, tarefas, afazeres.
E é um período de até já.
Quero fugir da rotina, rever pessoas, estar com amigos, esquecer preocupações.
Quero e vou fazer por isso.
Até já!... entretenham-se a ler e comentar o que tenho escrito.
E para qualquer coisa, eu vou estando por aí...
E agora não quero pensar, não posso. Vou tentar debruçar-me sobre outras assuntos, tarefas, afazeres.
E é um período de até já.
Quero fugir da rotina, rever pessoas, estar com amigos, esquecer preocupações.
Quero e vou fazer por isso.
Até já!... entretenham-se a ler e comentar o que tenho escrito.
E para qualquer coisa, eu vou estando por aí...
domingo, agosto 08, 2010
Sobe e desde da vida
E a semana passou rápido e foi saborosa até quinta-feira.
Depois o mundo parece desmoronar. Os outros podem cometer erros que nos "lixam" literalmente. Os outros podem cometer erros que, acreditemos, podem ter solução, e não nos "lixem" totalmente. A ver vamos.
Até lá, gerimos o stress, a ansiedade.
Pulamos da alegria e dos dias de lazer em tons azuis e verdes, em espreguiçadeira ao Sol, para instantes de angústia e corrida, de papéis e burocracias.
E a vida é isso mesmo. Um vai-vem, um sobe-e-desce.
A vida é isso mesmo, e sair para ver um filme que não se gosta, mas que ajuda a espairecer. E conversar com quem não falamos há muito. E sentir saudades. E abrir a janela para que entre uma aragem.
A vida é isso mesmo.
E sim, no meio de tudo... há boas notícias! E o sonho será real ainda este mês!
Abraços e beijos aos leitores assíduos, aos tímidos, aos anónimos que o "contador" denuncia, aos anónimos mesmo-anónimos e a ti, que sei que estás aí!
Depois o mundo parece desmoronar. Os outros podem cometer erros que nos "lixam" literalmente. Os outros podem cometer erros que, acreditemos, podem ter solução, e não nos "lixem" totalmente. A ver vamos.
Até lá, gerimos o stress, a ansiedade.
Pulamos da alegria e dos dias de lazer em tons azuis e verdes, em espreguiçadeira ao Sol, para instantes de angústia e corrida, de papéis e burocracias.
E a vida é isso mesmo. Um vai-vem, um sobe-e-desce.
A vida é isso mesmo, e sair para ver um filme que não se gosta, mas que ajuda a espairecer. E conversar com quem não falamos há muito. E sentir saudades. E abrir a janela para que entre uma aragem.
A vida é isso mesmo.
E sim, no meio de tudo... há boas notícias! E o sonho será real ainda este mês!
Abraços e beijos aos leitores assíduos, aos tímidos, aos anónimos que o "contador" denuncia, aos anónimos mesmo-anónimos e a ti, que sei que estás aí!
segunda-feira, agosto 02, 2010
A Origem
_foto @ google_
Um parêntesis aos textos e reflexões, à prosa poética... só para recomendar que corram a uma sala de cinema e se deixem levar no filme "A origem".
One More Time
No quiosque da vila toca na rádio uma versão do "one more time"... A nostalgia abate-se, mesmo que não combine com o ritmo que me transporta para os tempos de faculdade, de saídas, de pubs e discotecas com amigos, entre as semanas de exames e de deveres académicos.
E a juntar-se a isso, o som do tilintar do gelo no copo de café...
Tomo café no sítio do costume, sempre que é Agosto, está calor e eu estou por aqui.
E posso passar e não falar muito tempo com ninguém, só os sorrisos e os "boa-tarde" típicos, mas sinto-me em casa. Sim é verdade, à vezes é preciso estarmos quase a dizer adeus, para percebermos que, com todas as características menos boas, até com os defeitos que sempre apontámos, há locais simples em que nos sentimentos em casa.
Sinto que estes dias vão ser assim. Vou ver algumas coisas pela primeira vez, mesmo estando aqui há 29 anos.
E ver pela primeira vez pode surpreender mas coloca uma carga intensa, que combina com as vivências deste último mês.
domingo, agosto 01, 2010
1 de Agosto
É verdade que o tempo voa. Não vale a pensa dissertar sobre isso. Estes últimos tempos, desde a última vez que vos escrevi aqui, têm sido repletos de sensações e emoções.
Não adiantou escrever, rir, chorar, fugir, correr, dormir, arrumar... nada disso fez com que as sensações e os acontecimentos fossem banais e menos intensos. Pelo contrário. Tudo teve carga, intensidade. Tudo foi vivido na pele, na alma.
Sensação de vertigem que não é causada por cansaço ou calor.
Sensação de tatuagem no coração, que não é causada por dor nem magia.
Sensação pura e simples de INTENSIDADE.
Hoje foi mais um dia assim. É sobre ele que vou escrever. É sobre ele que voltarei às cartas, mesmo que as envie pelo novo e actual meio de "e-mail". E os acontecimentos vividos farão com que volte, e escreva mais. Mas hoje, hoje só dizer que sabe tão bem ver os amigos felizes!...
Pude ler no olhar e na postura nervoso, responsabilidade, dever cumprido, novo desafio a começar, alegria, serenidade, amor, entrega. E tive o privilégio de poder estar perto, como aliás, os amigos sempre estão. Ter o privilégio da partilha. Sentir o orgulho no menino-homem. Sorrir ao ver-te sorrir, sentir-me muito feliz com a alegria e a felicidade contagiante.
E as palavras ficaram guardadas e o abraço terno é sempre doce e meigo.
E sim... "e quem crê em mim nunca terá sede"!
segunda-feira, julho 19, 2010
Partilhar Sorrisos
E sobe a Lua, no céu azul e sobressaem os laivos laranja, enquanto o Sol se põe. No mesmo céu, as cores e as formas que tornam belos os dias, serenas as noites, poéticos os anoiteceres.
E a beijar o céu, o mar. Nem muito calmo, nem revolto. O mar sereno no murmúrio, inquieto na rebentação das ondas no areal, intenso na força que transmite e na calma que provoca.
E é um final de dia, como outros, mas em que beleza não se esconde. A beleza sobressai aos olhos mornos, já cansados e inquietos. A beleza grita e chama, aperta-nos como um abraço de alma que não consigo descrever, mas sei sentir, tão bem.
E no areal, entre os pescadores que se fazem ao mar, e as crianças que voltam da praia, entre baldes e formas de construção de castelos na areia e no sonho, encontro um avô e um neto, pequenino, que caminha atabalhoadamente na areia e não sabe ainda que é um privilégio enorme estar ali, entre os mimos daqueles que o amam e um dia partem, entre o regresso a casa para o jantar e o ver o sol esconder-se por detrás da linha perfeita do horizonte. E passeia, rodopia, e cai sobre a areia. E corre, e chuta a bola e corre mais. De capuz na cabeça e brilho nos olhos, sorri. Um sorriso rasgado, um apontar dizendo "olha uma menina, está ali uma menina", e uma gargalhada que só os que têm três anos conseguem dar. E fico enternecida a vê-lo.
Contemplar o final do dia mágico entre as cores do verão e da noite, azul celeste, Lua e Sol no mesmo céu, estrelas a nascerem e gaivotas a voarem sobre o mar e aquele sorriso lindo ali. E não vou embora sem o ir ver jogar à bola, sem dizer "Boa! Grande defesa!" e ele sorri, e dá uma gargalhada, e chuta e corre, e sorri de novo.
E só assim podemos caminhar, sorrindo, correndo e... fazendo caminho entre Sol e Lua, entre chuva e calor, mas sempre sempre sempre, a querer, a lutar pelo que gostamos e a gostar de partilhar as nossas coisas.
E se as nossas coisas forem um chuto na bola, partilhamos.
E se as nossas coisas, forem um rasgão no joelho, partilhamos!
E só assim podemos caminhar, sorrindo, correndo e... fazendo caminho entre Sol e Lua, entre chuva e calor, mas sempre sempre sempre, a querer, a lutar pelo que gostamos e a gostar de partilhar as nossas coisas.
E se as nossas coisas forem um chuto na bola, partilhamos.
E se as nossas coisas, forem um rasgão no joelho, partilhamos!
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