Vou ter algum tempo para escrever. E vou precisar mesmo de escrever.
Palavras que sirvam de reconforto introspectivo, de amparo à própria alma. Palavras que as sinta, doce e suavemente a escorrer entre a saliva da oralidade e o formigar entre os dedos pequeninos que desde sempre escreveram.
Palavras que me façam sentir viva, que me façam, por momentos, sonhar de modo mais calmo do que a rotina e o quotidiano que provocam tantas vezes ansiedade.
Que nas palavras encontre ombro, encontre aconchego, encontre sorriso terno que nem sempre vemos e quase sempre temos o privilégio de ter por perto.
Que as palavras matem os medos, limpem as lágrimas, façam cócegas que provoquem gargalhadas sinceras, sorrisos rasgados e vontade de correr, mais um pouco.
E volto, volto logo, com palavras!